SOBRE AS MODALIDADES

ATLETISMO:
Participam atletas com deficiência física e visual, em provas masculinas e femininas, que têm especificidades de acordo com a deficiência dos competidores e se dividem em corridas, saltos, lançamentos e arremessos.
Descrição e histórico
Desde os Jogos de Roma, em 1960, o atletismo faz parte oficialmente do esporte paraolímpico. As primeiras medalhas do Brasil em Paraolimpíadas na modalidade vieram em 1984, em Nova Iorque e em Stoke Mandeville, Inglaterra. Nos Estados Unidos foram conquistadas seis medalhas: uma de ouro, três de prata e duas de bronze. Na cidade inglesa, o Brasil obteve cinco medalhas de ouro, nove de prata e uma de bronze. Em Seul (1988), mais três de ouro, oito de prata e quatro de bronze. Na Paraolimpíada de Barcelona, em 1992, os competidores trouxeram três medalhas de ouro e uma de bronze. Em Atlanta (1996), o Brasil conquistou cinco medalhas de prata e seis de bronze. Em Sydney (2000) foram quatro de ouro, quatro de prata e uma de bronze. Mas foi em Atenas, em 2004, que o atletismo brasileiro mostrou sua força: 16 medalhas no total, sendo cinco de ouro. Nos Jogos Parapan-Americanos do Rio de Janeiro (2007) o Brasil terminou em primeiro lugar geral, com 25 medalhas de ouro, 27 de prata e 21 de bronze, totalizando 73 medalhas na modalidade.
Atletas com deficiência física e visual, de ambos os sexos, podem praticar a modalidade. As provas são de acordo com a deficiência dos competidores, divididas entre corridas, saltos, lançamentos e arremessos. Nas provas de pista (corridas), dependendo do grau de deficiência visual do atleta, ele pode ser acompanhado por um atleta-guia, que corre ao seu lado ligado por uma cordinha. Ele tem a função de direcionar o atleta, mas não deve puxá-lo, sob pena de desclassificação. As competições seguem as regras da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), com algumas adaptações para o uso de próteses, cadeira de rodas ou guia, mas sem oferecer vantagem em relação aos seus adversários. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.
Classificação
Para provas de campo - arremesso, lançamentos e
saltos
F – Field (campo)
Para provas de pista - corridas de velocidade e
fundo
T – track (pista)
OBS: A classificação é a mesma para ambos os sexos. Entretanto, os pesos dos
implementos utilizados no arremesso de peso e nos lançamentos de dardo e
disco variam de acordo com a classe de cada atleta.
BASQUETE EM CADEIRA DE RODAS:
Descrição e histórico
O basquete em cadeira de rodas começou a ser praticado nos Estados Unidos, em 1945. Os jogadores eram ex-soldados do exército norte-americano feridos durante a 2ª Guerra Mundial. A modalidade é uma das poucas que esteve presente em todas as edições dos Jogos Paraolímpicos. As mulheres disputaram a primeira Paraolimpíada em Tel Aviv, no ano de 1968. O basquete em cadeira de rodas foi a primeira modalidade paraolímpica a ser praticada no Brasil, em 1958. Os principais responsáveis pelos primeiros passos foram Sérgio del Grande e Robson Sampaio. Nos II Jogos Parapan-americanos, em Mar Del Plata, em 2003, a seleção brasileira masculina conquistou uma vaga para Atenas 2004 retornando a uma edição de Jogos Paraolímpicos após 16 anos de ausência. Já a seleção feminina participou apenas dos Jogos de Atlanta 1996. No Parapan do Rio de Janeiro, em 2007, o Brasil conquistou o 4º lugar no feminino e o 3º no masculino.
A modalidade é praticada por atletas de ambos os sexos que tenham alguma deficiência físico-motora, sob as regras adaptadas da Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas (IWBF). As cadeiras são adaptadas e padronizadas, conforme previsto na regra. A cada dois toques na cadeira, o jogador deve quicar, passar ou arremessar a bola. As dimensões da quadra e a altura da cesta são as mesmas do basquete olímpico. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Basquetebol em Cadeira de Rodas (CBBC).
Classificação
Cada atleta é classificado de acordo com seu comprometimento físico-motor e a escala obedece aos números 1, 2, 3, 4 e 4,5. Para facilitar a classificação e participação dos atletas que apresentam qualidades de uma e outra classe distinta (os chamados casos limítrofes) foram criadas classes intermediárias: 1,5; 2,5 e 3,5. O número máximo de pontuação em quadra não pode ultrapassar 14 e vale a regra de que quanto maior a deficiência, menor a classe.
BOCHA PARAOLÍMPICA: Descrição e histórico
A bocha estreou no programa paraolímpico oficial em 1984 na cidade de Nova Iorque, com disputas individuais no feminino e masculino. Em Atlanta (1996), foi incluído o jogo de duplas. A primeira medalha paraolímpica brasileira veio no Lawn Bowls, um tipo de bocha na grama. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam uma prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.
Competem na bocha paraolímpica, paralisados cerebrais severos que utilizem cadeira de rodas. O objetivo do jogo é lançar bolas coloridas o mais perto possível de uma bola branca chamada de “jack” (conhecida no Brasil como “bolim”). É permitido o uso das mãos, dos pés ou de instrumentos de auxílio para atletas com grande comprometimento nos membros superiores e inferiores. Há três maneiras de se praticar o esporte: individual, duplas ou equipes.
Antes de
começar a partida, o árbitro tira na moeda (cara ou coroa) o direito de
escolher se quer competir com as bolas de couro vermelhas ou azuis. O lado
que escolhe as vermelhas inicia a disputa, jogando primeiro o “jack” e uma
bola vermelha. Depois é a vez da bola azul entrar em ação. A partir de
então, os adversários se revezam a cada lance para ver quem consegue
posicionar as bolas o mais perto possível do “jack”. As partidas ocorrem em
quadras cobertas, planas e com demarcações no piso. A área do jogo mede 6m
de largura por 12,5m de comprimento.
Para ganhar um ponto, o atleta tem de jogar a bola o mais
próximo do “jack”. Caso este mesmo jogador tenha colocado outras esferas
mais próximas do alvo, cada uma delas também vale um ponto. Se duas bolas de
cores diferentes ficam à mesma distância da esfera branca, os dois lados
recebem um ponto. Vence quem acumula a maior pontuação.
As partidas são divididas em “ends”, que só terminam após todas
as bolas serem lançadas. Um limite de tempo é estabelecido por “end”, de
acordo com o tipo de disputa. A contagem começa quando o árbitro indica quem
fará o lance até quando a bola pára. Nas competições individuais, são quatro
“ends” e os atletas jogam seis esferas em cada um deles. Nas duplas, os
confrontos têm quatro partes e cada atleta tem direito a três bolas por
período. Quando a disputa é por trios, seis “ends” compõem as partidas.
Neste caso, todos os jogadores têm direito a duas esferas por parte do jogo.
No Brasil, a bocha é administrada pela Associação Nacional de Desporto para Deficientes (ANDE).
Histórico:
Nova Iorque-84. Esta foi a Paraolimpíada de estréia da bocha no programa paraolímpico oficial. Ocorreram confrontos no individual feminino e masculino. Por equipe, homens e mulheres uniam suas forças na luta pelo ouro. Nos Jogos de Seul, em 1988, só restaram as competições mistas tanto no individual como por equipe. A Paraolimpíada de Barcelona-92 seguiu as mesmas formas de disputa de 88. Em Atlanta-96, foi incluído o jogo de duplas. Em Sydney-2000, a bocha ocorreu como em 96. A primeira medalha paraolímpica brasileira veio no Lawn Bowls, que é um tipo de bocha sobre a grama. Róbson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos “Curtinho” ganharam uma prata em 1972, nos Jogos de Heidelberg, Alemanha.
NATAÇÃO
PARAOLÍMPICA:
Descrição e histórico
Na natação competem atletas com todos os tipos de deficiência (física e visual) em provas como nos 50m aos 400m no estilo livre, dos 50m aos 100m nos estilos peito, costas e borboleta. O medley é disputado em provas de 150m e 200m. As provas são divididas na categoria masculino e feminino, seguindo as regras do IPC Swimming, órgão responsável pela natação no Comitê Paraolímpico Internacional. As adaptações, são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do “tapper”, por meio de um bastão com uma ponta de espuma, quando estão se aproximando das bordas. A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência. No Brasil, a modalidade é administrada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro.
O atleta é submetido à equipe de classificação, que procederá a análise de resíduos musculares por meio de testes de força muscular; mobilidade articular e testes motores (realizados dentro da água). Vale a regra de que quanto maior a deficiência, menor o número da classe. As classes sempre começam com a letra S (swimming) e o atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).